A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ordenou o recolhimento imediato de dois lotes do fármaco Keytruda, substância baseada em pembrolizumabe na concentração de 100 mg/4 mL, amplamente receitada no combate a diferentes neoplasias malignas. A determinação federal abrange especificamente as séries Z005197 e Z012354 do produto.
A medida cautelar entrou em vigor com a veiculação oficial no Diário Oficial da União. A fiscalização sanitária determinou a apreensão de todo o estoque remanescente desses lotes específicos que ainda estejam circulando na rede de distribuição e saúde.
Origem do alerta sobre o medicamento
O processo de fiscalização teve início após um comunicado emitido pela própria companhia responsável pela comercialização do insumo no país, a Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda. A empresa detectou a presença de unidades no comércio cujos atributos físicos divergiam dos padrões oficiais de fabricação.
Diante da constatação de irregularidades visuais e estruturais, o órgão regulador acionou os protocolos de segurança para impedir que pacientes tenham acesso a itens potencialmente adulterados.
Investigação de fraude sanitária
A principal linha de apuração conduzida pelas autoridades aponta para a comercialização de itens fraudulentos. A suspeita é de que falsificadores tenham inserido cópias adulteradas do remédio oncológico na cadeia de suprimentos.
A agência reguladora reforça que a circulação de produtos clandestinos representa um risco direto à saúde pública, especialmente em tratamentos de alta complexidade como a oncologia, onde a eficácia da substância ativa é determinante para o prognóstico clínico.
Com informações de Agência Brasil




