Presidente do Supremo defende respeito às urnas após votação

O chefe do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, declarou neste domingo (25) que a vontade manifestada pelos eleitores precisa ser acolhida. A declaração ocorreu logo após o magistrado registrar seu voto por volta das 11h, em um local situado na Asa Sul, área central de Brasília.

A manifestação pública do magistrado acontece no mesmo dia em que mais de 158,7 milhões de cidadãos brasileiros retornaram aos locais de votação para definir a disputa presidencial no segundo turno. Além da chefia do Executivo nacional, o pleito abrange a escolha de governadores no Distrito Federal e em cinco estados: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Durante sua conversa com os jornalistas após o voto, o chefe da Suprema Corte enfatizou a essência do processo democrático e a origem de todo o poder estatal.

“Neste 25 de outubro, o povo brasileiro está indo às urnas para manifestar suas escolhas democráticas. É preciso sempre lembrar que toda a autoridade e todo o poder emanam do povo. Portanto, é fundamental que sejam respeitadas as escolhas que derivarem da manifestação da soberania popular”, disse o presidente do STF.

Diante do cenário político e das discussões que envolveram o tribunal nas semanas anteriores, o ministro pontuou que o país necessita de serenidade para superar os obstáculos futuros. Ao longo do período que antecedeu esta etapa eleitoral, o magistrado atuou ativamente na defesa das instituições, em um momento marcado por debates intensos e por uma crise institucional inédita entre os membros da corte, tema que inclusive integrou o discurso das campanhas.

“O Brasil precisa de paz e tranquilidade para que, a partir de amanhã, possa enfrentar os diversos desafios que demandam a presença do Estado”, afirmou.

Para reforçar sua posição, o chefe do Judiciário reiterou que a aceitação do desfecho das urnas é uma exigência imperativa para a manutenção da ordem democrática. Nos dias que antecederam o pleito, ele já havia pontuado publicamente que a preservação do regime democrático exige obediência às normas estabelecidas, o que inclui a aceitação do resultado pelos derrotados.

Por esse motivo, o respeito ao resultado “é importante, é relevante e necessário”, acrescentou Fachin.

O andamento do segundo turno também registrou ocorrências operacionais nas primeiras horas, contabilizando a substituição de 467 urnas eletrônicas pelo país durante as duas horas iniciais de funcionamento das seções eleitorais, enquanto eleitores madrugaram para participar do processo de escolha dos representantes políticos.

Com informações de Agência Brasil

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