O dólar comercial registrou o terceiro dia consecutivo de baixa nesta terça-feira (20), cotado a R$ 5,019, enquanto o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,57%, encerrando aos 208.295,98 pontos. O otimismo nos mercados locais foi sustentado pela desvalorização da moeda norte-americana no exterior, pelo ingresso de capital externo e pelas discussões em torno do cenário eleitoral no país.
No cenário internacional, o índice DXY apresentou retração de aproximadamente 0,26% no final da tarde. Esse movimento esteve atrelado a indicadores econômicos desfavoráveis do setor imobiliário nos Estados Unidos, além de projeções sobre os futuros passos do banco central norte-americano na condução das taxas de juros.
A retração nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também direcionou recursos para economias emergentes, beneficiando o mercado brasileiro. Paralelamente, agentes financeiros mantiveram o foco nas repercussões da corrida presidencial, fator que molda a percepção de risco para os ativos nacionais.
O Ibovespa alcançou seu patamar mais elevado desde o dia 9 de outubro, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pela alta de papéis de companhias ligadas ao consumo interno e à sensibilidade de juros. Condições financeiras mais atrativas tendem a baratear o custo do crédito, estimulando a atividade econômica de empresas voltadas ao mercado doméstico.
As negociações globais de commodities também pesaram no dia, com o petróleo tipo Brent fechando em baixa de 0,69%, negociado a US$ 108,79 o barril. O recuo decorreu de expectativas sobre eventuais progressos diplomáticos entre Estados Unidos e Irã em relação a conflitos no Oriente Médio.
Essa diminuição nas cotações do petróleo contribui para abrandar pressões sobre os custos energéticos e logísticos globais. Aliviar a inflação internacional impacta diretamente as diretrizes monetárias adotadas pelas principais potências econômicas mundiais.
Com informações de Agência Brasil




