O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia responda em um prazo de trinta minutos sobre o panorama do transporte coletivo por ônibus na capital baiana. A determinação foi oficializada em documento assinado às 16h07.
Simultaneamente, o mesmo prazo foi estabelecido para que a Procuradoria-Geral Eleitoral emita um parecer a respeito do requerimento protocolado pela coligação do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo político pede que o período de votação seja estendido até as 19h nos municípios de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Antes da ordem do TSE, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, ordenou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza. A medida punitiva veio após uma vistoria da Justiça Eleitoral flagrar dezenas de coletivos impedidos de sair das garagens por determinação da pasta municipal.
Em nota oficial, a administração municipal argumentou que os veículos foram retidos com o objetivo de remover adesivos contendo o número de Lula, que teriam sido colados por sindicalistas na véspera, bloqueando a circulação da frota.
Paralelamente, a corte eleitoral baiana exigiu o retorno imediato da operação dos ônibus na cidade, estipulando multa horária de R$ 1 milhão em caso de desobediência. Com a nova exigência, Nunes Marques busca averiguar se a ordem estadual foi cumprida antes de deliberar sobre a extensão do horário de votação.
Salvador representa o principal colégio eleitoral do estado, contabilizando 1.951.716 eleitores aptos ao sufrágio, enquanto Feira de Santana ocupa a segunda posição, com 434.532 eleitores.
Com informações de Agência Brasil




