A jornada vitoriosa de Pedro Hills na primeira edição do reality show Duelo de Guitarras ganha um panorama completo na televisão aberta. Conhecido pela forte identidade visual e musical inspirada nas décadas de 1970 e 1980, o artista superou concorrentes de diferentes escolas para erguer o troféu da competição focada exclusivamente no instrumento.
O especial revisita os momentos decisivos do instrumentista, que superou desafios técnicos como solar sem determinadas cordas e transpor arranjos em tempo recorde diante dos jurados e mentores Navalha Carrera e João Gaspar.
Da primeira fase ao confronto decisivo
A caminhada de Hills começou com um embate direto de rock clássico contra Roger Oliveira. Já na etapa seguinte, o repertório exigiu flexibilidade ao colocá-lo diante de sonoridades de folk e sertanejo na disputa com André Sampaio. Para superar os obstáculos impostos pela produção, o guitarrista precisou se reinventar ao vivo.
“Você planeja algumas coisas, mas, de repente, na hora, tem que modificar a estratégia por causa da dificuldade aleatória. Não estava preparado para esse desafio, mas eu tive que criar alternativas”, destaca Pedro Hills sobre o ritmo sertanejo.
A adaptação exigiu soluções incomuns no palco.
“Eu me inspirei bastante nas questões do banjo, por mais que eu estivesse na guitarra. Com menos duas cordas é a mesma coisa que dirigir um carro sem a primeira e a segunda marcha. Você tem que arrancar de terceira. Eu fiquei surpreso com o que eu consegui desenvolver ali na hora”, completa o artista.
Ao término da primeira fase, Pedro Hills assumiu a liderança com 69 pontos, seguido por Lucas Mosca (67,5), Lui Rabello (62,5) e Roger Oliveira (61,5). André Sampaio (58,5) e Gabi Terra (57,5) deixaram a disputa pelos primeiros lugares, mas continuaram na casa participando das atividades musicais e dos ensaios coletivos.
“Estou feliz novamente em ter essa segunda chance e dialogar com as guitarras”, pontua Pedro Hills sobre a classificação para as semifinais.
Semifinal com mentoria e duelo de estilos
Nas semifinais, Hills reencontrou Roger Oliveira em uma disputa em que cada um definiu o próprio gênero para conquistar a vaga na final. Ambos receberam orientação direta dos jurados.
“Escolhi pela afinidade. É um privilégio ter a mentoria, um momento só nosso com o João e a Navalha”, comenta o candidato pela oportunidade da mentoria exclusiva.
Enquanto Roger apostou em bossa nova e jazz, Pedro optou pelo blues para avançar de fase.
“Só penso em botar a energia pra fora no momento. É coração. Fiquei feliz com o que consegui entregar”, pondera.
Final com reviravolta técnica
A grande decisão colocou Pedro Hills frente a frente com Lucas Moscardini. A regra final determinou a escolha de estilos inéditos para cada músico: Pedro elegeu xote e baião, enquanto Mosca apostou no rock clássico. No entanto, uma alteração repentina no tom das bases musicais obrigou os competidores a reformularem seus solos minutos antes da apresentação.
Antes de subir ao palco, Pedro avaliou o clima da decisão:
“Espero levar com a maior naturalidade possível, apesar de ser um momento tenso. Estou muito feliz de tocar com o Mosca. Gostei bastante dele como pessoa e guitarrista. As palavras que me definem agora são felicidade e gratidão”, opina Pedro.
Sobre a mudança surpresa de tom, o competidor detalhou a complexidade da prova:
“A gente escutou muito essas bases para estudar. Nós imaginamos soluções para determinadas bases. Agora, vamos ter que desconstruir e tentar usar o novo tom. O desafio foi transpor algumas ideias que estava na cabeça e utilizar outros artifícios para superar a situação”, explica.
Formato e proposta do reality
Com 16 episódios, o Duelo de Guitarras reuniu seis participantes em uma residência equipada com estúdio de gravação para workshops, encontros com nomes da música como Victor Biglione e momentos de criação coletiva. A atração é apresentada por Dimi, que sintetizou a proposta pedagógica do formato:
“essa é uma competição onde um guitarrista vence, mas ninguém sai perdendo”.
Criado por Julio Carvana e com direção e roteiro de Marcio Vianna, o programa avaliou técnica, precisão, emoção e capacidade de improviso sob pressão, consagrando Hills como o grande destaque da temporada.
Com informações de Agência Brasil




