Anvisa alerta sobre riscos do suplemento ashwagandha

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu um alerta oficial para lembrar que o uso do suplemento alimentar ashwagandha é proibido em território brasileiro. A erva de origem asiática ganhou popularidade na internet, principalmente na plataforma TikTok, onde influenciadores recomendam o item para combater sintomas da perimenopausa e promover o relaxamento.

Em comunicado oficial, o órgão regulador destacou o caso clínico de uma cidadã britânica que sofreu insuficiência hepática, paradas cardíacas e lesões cerebrais severas depois de consumir a substância. A autarquia ressaltou que o produto carece de autorização legal para comercialização.

“Sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país. A substância não integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto.”

A instituição pontua que os suplementos alimentares servem apenas como apoio nutricional para indivíduos que necessitam otimizar a ingestão de nutrientes ou que mantêm rotinas de exercícios físicos rigorosos.

“É terminantemente proibido vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças.”

Regulamentação vigente

As regras para essa categoria de mercadoria constam na Resolução da Diretoria Colegiada número 243 de 2018. A norma estabelece que os compostos precisam utilizar componentes permitidos, podendo incluir aditivos e ingredientes tradicionais para fins de coloração, sabor e aroma.

Esses artigos se apresentam em formatos como cápsulas, comprimidos, pós, barras ou pastilhas para ingestão oral, voltando-se a indivíduos saudáveis que buscam complementar a dieta.

“Nem todas as pessoas precisam utilizar esses produtos”, alertou a Anvisa.

“Essa decisão deve ser avaliada com a ajuda de profissionais de saúde qualificados e envolve diversos fatores, incluindo a condição atual de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física. Se houver necessidade de suplementar, cabe aos profissionais de saúde a orientação sobre o tipo de suplemento, a quantidade, quando e como tomar.”

Perigos à saúde

Conforme a avaliação da agência reguladora, os maiores perigos vinculados a esses itens decorrem da irregularidade comercial, o que engloba tanto falhas nos processos produtivos quanto a presença de compostos que nunca passaram por análise governamental.

Apesar disso, os perigos não se limitam apenas à mercadoria clandestina. Itens com registro regular também podem causar danos se houver consumo inadequado, ignorando as orientações médicas e as características individuais de cada paciente.

“Diante disso, vale reforçar a importância de consultar rigorosamente as indicações do fabricante, respeitando dosagens, advertências e restrições informadas no rótulo e na embalagem de cada produto.”

Com informações de Agência Brasil

spot_img

Leia também

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Siga-nos

0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever
- PUBLICIDADE -spot_img
- PUBLICIDADE -spot_img

Últimas Notícias