Manifestantes foram às ruas neste domingo em diversas regiões brasileiras para expressar apoio à manutenção das instituições democráticas e à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme levantamento divulgado pela equipe de campanha petista, os atos se espalharam por aproximadamente 500 municípios, com expressiva concentração em metrópoles como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Porto Alegre.
Música e discursos marcam mobilização no Rio de Janeiro
Na capital fluminense, as atividades ganharam força na orla de Copacabana durante o período da tarde, quando um grande público acompanhou um encontro convocado pelo cantor Caetano Veloso. O palco improvisado recebeu nomes como Djavan, Marina Sena e Duda Beat.
Ao se dirigir aos presentes, Caetano Veloso relembrou os tempos em que esteve detido durante o regime militar ao lado de Gilberto Gil e outros companheiros de profissão. “Vários artistas sofreram. Nós estamos aqui para apresentar uma defesa da democracia contra esse tipo de coisa e resistir contra as ameaças à democracia”, disse.
No evento, Djavan ressaltou a relevância de proteger a soberania nacional frente a influências externas. A atriz Leticia Sabatella também discursou sobre a importância da preservação das garantias civis conquistadas pela população: “De um lado a gente tem um candidato de uma família que exalta torturadores, são saudosos da ditadura e não têm um programa de Estado para o Brasil. Do outro lado, a gente tem um programa de governo que a gente já viu ser implantado com políticas sociais muito importantes.”
Empolgada com a presença expressiva de público, a cantora Duda Beat declarou que “Isso aqui é a resposta que a gente vai dar. O povo unido consegue tudo. Viva a democracia!”
Participação popular na Candelária e em Brasília
Ainda no Rio de Janeiro, o centro histórico acolheu manifestantes mais cedo. Trabalhadores e estudantes se agruparam na Praça da Candelária para prestar apoio à candidatura de Lula. Entre eles estava a esteticista Laura Guimarães, de 27 anos, que compareceu ao lado do marido, Bráulio Martins, de 33 anos, e do filho de 5 anos, Ícaro. A autônoma vestia uma mochila customizada com referências a projetos sociais federais.
“A partir de 2018, comecei a me envolver e pesquisar, e a praticar minha cidadania e descobrir as lutas que eu ia me envolver. Eu passei muito sufoco depois que minha mãe morreu em 2021. Fui beneficiária do Bolsa Família por um tempo, o que me ajudou muito a cuidar do meu filho e a empreender”, disse Laura, complementando em seguida: “Quero que meu filho tenha uma vida que eu não tive. Quero que ele cresça seguro e entendendo quais são os lados, ele como uma criança de uma família que sempre lutou muito.”
Na mesma concentração, a aluna do curso de artes visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Andressa da Paz, de 24 anos, relatou as dificuldades estruturais vivenciadas no campus da Ilha do Fundão durante o governo de Jair Bolsonaro, como episódios de falta de energia, ausência de ventiladores e desabastecimento de itens básicos de higiene. “Estou esperançosa de que dia 25 de outubro, Lula vai ganhar”, afirmou Andressa.
Vindo do Rio Grande do Sul, o diretor de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE), Alejandro Guerrero, explicou sua participação no ato carioca contextualizando o cenário político: “Existem dois rumos de projeto que neste segundo turno ficam evidenciados. Um projeto que representa a democracia, a defesa da soberania nacional. Do outro lado, o entreguismo, o fascismo e a entrega das nossas riquezas para os Estados Unidos. Esse é o momento para a gente reafirmar a luta em defesa do Brasil da soberania e da democracia”, afirmou o estudante.
No Distrito Federal, a Esplanada dos Ministérios concentrou milhares de participantes desde as primeiras horas da manhã. O fluxo de militantes e apoiadores na região central de Brasília permaneceu ativo até o final do dia, integrando a agenda nacional de mobilizações do fim de semana.
Com informações de Agência Brasil




