A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro protocolou uma petição nesta sexta-feira (16) no Supremo Tribunal Federal para requerer a abertura de uma investigação policial voltada a apurar a exposição de diálogos privados vinculados às apurações do caso Master.
O pedido foi direcionado ao presidente da corte, ministro Edson Fachin. No texto, os representantes legais sustentam que o cliente enfrenta um “processo de linchamento público” devido à divulgação de dados da esfera privada e de tratativas mantidas com profissionais da advocacia.
Segundo a petição, a repercussão gerada atingiu níveis alarmantes no país.
“Toda e qualquer conversa travada pelo peticionário tornou-se de conhecimento público – sem qualquer forma de confirmação sobre sua idoneidade e veracidade ou a forma em que obtidas – em um processo sem precedentes na história nacional, em que se permite e se admite que um investigado tenha sua vida e sua privacidade exposta para todo o Brasil”, afirmou a defesa.
Os advogados também argumentam que o material exposto não deve servir como base para novas apurações contra o empresário.
Para a equipe jurídica, a consequência legal adequada para o episódio limita-se à apuração dos culpados.
“A única repercussão jurídica da exposição da intimidade e de sua vida pessoal é a instauração de inquérito policial para averiguar e determinar os responsáveis, para que, posteriormente, venham a ser criminalmente responsabilizados com toda a força e a intensidade da Lei Penal”, completou a defesa.
Daniel Vorcaro está detido desde março no presídio da Papudinha, localizado no Distrito Federal.
O ex-banqueiro é alvo central das diligências conduzidas no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação examina supostas fraudes financeiras na instituição e tratativas para a aquisição do banco pelo Banco Regional de Brasília, entidade pública vinculada ao Governo do Distrito Federal.
Com informações de Agência Brasil




